quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Eu, por eu mesma

Tô com 29 anos. Apesar da idade, me sinto uma eterna adolescente. Confesso que ainda não tenho juízo suficiente. Insisto em fazer coisas das quais acabo me arrependendo momentos depois. Continuo tendo sonhos que nunca irão se concretizar, pelo simples prazer de sonhá-los.
Ainda idealizo as pessoas como eu queria que fossem, mesmo tendo a certeza que cada uma age sempre da maneira que lhe convém. Espero ansiosa pelo meu final feliz. A única diferença é que agora aprendi a chorar, e principalmente, a andar de salto!
Tô longe de ser uma mulher perfeita. Não só na aparência, como nas atitudes. Cometo erros quase imperdoáveis. Machuco as pessoas que mais amo. Deixo que me machuquem também. Digo coisas que nunca deveria dizer. Assumo compromissos que jamais conseguirei cumprir.
Mas, agora me sinto bem. Bonita. Gostosa. Desejada. Depois de meses e meses com a autoestima no dedão do pé, é a melhor sensação que poderia sentir. Não me sinto mais incapaz, insegura. Claro que ainda tenho consciência de meus limites. Mas, não dou tanta importância aos fracassos.
Deixo as coisas seguirem seu rumo. Parei de teimar com a vida. Claro que não fico inerte, esperando que o “destino” faça sua parte. Mas, quando os resultados fogem do meu controle, chacoalho a poeira, e “bora” pra frente! Sofrer, faz parte!
Como sempre, tô procurando um amor pra vida toda. Nada de príncipe encantado. Passei da fase do conto de fadas. A idade não permite mais este tipo de sonho. Depois de tantas desilusões amorosas, não há fábula que “camufle” a realidade.
Pelo contrário, resolvi dar um pé na bunda do príncipe encantado, pra ter a certeza que a carruagem não iria virar abóbora. Qual foi a surpresa? Existe vida após a morte do amor. Ainda que dolorida, mas existe. Ninguém nunca disse que seria fácil! E não é!
Os momentos que ficam é que importam. Chega de chorar pelo leite derramado. O segredo é beijar na boca e ser feliz. Não necessariamente nessa ordem. Por enquanto é assim que sei fazer. Quem sabe com o tempo, as coisas não se tornem mais práticas?!

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